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Veja a Capa

Se você acredita que o sexo é coisa íntima;

  • que é reservado apenas para marido e mulher;
  • que deve ser feito apenas com amor;
  • que só cabem dois numa cama;
  • que nunca pode ser feito de uma mulher para outra mulher;
  • que é um absurdo uma mulher casada ter amantes com consentimento do marido;

Então mude de idéia lendo meu livro e esta página!



Beijos, Ana Beatriz




Segredos  de uma Mulher Casada (é meu livro)

Olá,sou Ana!  Muito prazer  e em todos os sentidos da palavra. Gosto de escrever e sempre disseram que deveria colocar minhas aventuras em livro. E coloquei, em livro, em site, e nos microblogs que você vê acima.

Gosto de falar de sexo
Fazer sexo, mas diferente, papai e mamãe never!
Gosto de escrever sobre sexo.

Meu livro só pode ser comprado aqui. Exclusivo para para quem gosta de erotismo.  Quinze transas de muito T grande, enorme, gigantesco!!!


A Flor

“Transar é gostoso; transar outro homem com consentimento do marido é melhor ainda !!” - Filosofia de  uma amiga minha

A Flor que simboliza este site representa um momento mágico - a  mulher se abrindo para receber alegria. 


 

Biografia

Nasci num bairro do lado errado dos trilhos do trem, como dizem os estadunidenses, o Poço Rico, que de rico não tem nada. Lugar de uma velha fábrica de cerveja, terreno retalhado em lotes,  um deles comprado a prestações perto -do-infinito por um senhor perito em contabilidade, que vem a ser meu pai. Instalou-se lá com uma mulher muito digna, minha mãe, professora da briosa Secretaria da Educaçãodo Estado das Minas Gerais. Rua Osório, magnífica visão do cemitério da cidade. e se pôs a produzir meninos.

E produziram bem, cinco. Até que cansaram de pôr machos no mundo e vim eu, a única calcinha. 

Esse mundo de machos me ensinou a viver bem no meio deles: nunca fui dessas meninas grudada-com-menina.  Aprendi coisas que noutras mulheres causam horror, como, Meninos Batem Umas. Natürlich. Logo logo aprendi o que faziam às pamparras no banheiro.

Mens sana in Corpore Sano e meus irmãos me forçavam a correr com eles. Eu de bermudinha de laicra curtinha, tinha dois menininhos bonitinhos-na-casa-da-esquina. Saudavam a ver a gente passar. Um dia choque tive: eles olhvam minhas pernas. Dois garotos que eu simpatizava olhavam minhas perninhas de treze anos. Tive choque... e não achei ruim. Sensação doce.

Com catorze entrei para o Venerandíssimo Instituto de Educação de Juiz de Fora, inaugurado pelo Excelentíssimo Senhor Presidente Antônio Carlos de Andrada (tem uma placa na porta) com o slogan "Mais escolas, menos prisões", tétrico.

No IEJF descobri meus primeiros amores. Apaixonei-me por Machado, não deixava de pensar em Lima Barreto, beijava Graciliano de língua, tirava a calcinha para João Cabral, lendo uns e outros, saltando, sem ordem, todos abertos na cama, pulando de versos a página, eu única mulher usufruída por um grupo de homens, um verdadeiro gang bang literário.

Feitas as primeiras orgias do meu espírito, faltava fazê-las do meu corpo. O primeiro contato que tive deste outro lado da vida foi num banheiro de fundo do corredor. Havia uma  alourada da terceira série. Amassava uma morena da segunda contra a parede. Demorei um par de segundos para entender: as línguas das duas faziam nó. Olharam-me, sorriam. Sorri também. confiaram em mim. Característica descoberta: as pessoas confiam em mim. Não têm constrangimento em se amar na minha frente.

Pegar o busão na Getúlio Vargas, descer do outro lado do Mirante, o Portão da UFJF , pegar a direita, entrar no ridículo prédio em forma de disco-voador, da  Letras, minha vida por quatro anos. (Sorry se alguém me imaginava com motoristas e berços-de-ouro). Divertida aquela faculdade responsável por muito consumo de absorvente, de tanta mulher que tinha. Hormônios a trezentos mil, lembro de ter ouvido com essas orelhas várias coleguinhas me dizerem, sorriso de brinco-a-brinco:

- Lembra quando nós conversamos na aula de ontem?
- Claro.
- Eu era virgem.

Juiz de Fora era polvilhada de motéis, Number One, New York New York, Delirius, Extasis. Aprendi todos os nomes, as colegas me diziam.

Só os nomes. Até que um coleguinha alourado antes da aula de Lingüística Românica chegou uma meia dúzia de centímetros mais perto. Mas essa parte já está contada no Primeiro Capítulo, e saio dessa história para entrar em outra, como diria Getúlio.

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Primeiro capítulo (A proposta de Ludwig)


Nunca pensei em ser dondoca.

Sempre vi o trabalho como algo natural. Filha de contador, filha de professora, o ciclo formatura / carteira de trabalho / vestido de noiva / aniversário de filho era para mim inevitável como respirar. Meus irmãos escolheram megabytes ou índices de liquidez corrente. Eu escolhi Machado e Graciliano. E pensei desse jeito até um mês de dezembro. Então começou minha aventura, que você vive a partir de agora.

Faltavam vinte e dois dias para minha formatura quando saí pelo portão principal da Universidade. Estava atrapalhada por dois Dom Casmurro de exemplares grossos que tinha emprestado na biblioteca do Instituto de Humanas. E mais três Os Bruzundangas, e mais um Bom Crioulo. O Colégio C... estava com um programa de ensino de literatura em pequenos grupos. Eu entusiasmada com meu estágio lá.

Carregada de realismo e naturalismo mal percebi o carro com velocidade de tartaruga. Seguiu-me desde a esquina da Pedro Gerheim até um par de ruas depois. Não dei importância.

E nem o percebia no dia seguinte. Meninos de dezesseis podem ser apaixonados por Machado mas são mais ainda por carros. Discutíamos na frente do colégio se Capitu traiu e um dos rapazes apontou o Mercedes prateadinho. O setor masculino o reverenciou como manifestação do Olimpo, as meninas torceram o nariz. O motorista pareceu intimidado. Arrancou, evitou passar em frente a nós, vidros levantados.

Encontrei-o parado na direção da favelinha onde dava aulas de pré-vestibular como voluntária, meia dúzia de horas depois. Não se moveu.

Dia seguinte mandei um de meus alunos como espião e ele informou que lá estava o alvo, como chamou. Dispensei a turma dez minutos mais cedo. Plano feito. Saí pela entrada lateral, dobrei a esquina e lá estava, porta aberta, sem ninguém, em frente a uma birosca.

Gente há que acredita em sorte. Eu creio em intuição. Intuí que eu não estava ameaçada. Se alguém ameaçava, era eu. Mineiros são loucos por branquinha. E o dono da birosca era daqueles chatos, mostrava o litro e insistia e insistia. O comprador ou vítima dizia não obrigado com um português atolado. Quis sair, deu de cara comigo e minha vida nunca mais foi a mesma.

Era um palmo mais alto que eu. Os olhos azuis e a cabeça comprida me bateram na hora: estrangeiro. Jeans e camiseta que nele tinham a elegância de smocking. Olhos de menino pego roubando o doce de goiaba. Por um par de segundos olhamos um a cara do outro. Ofereceu-me a mão com a naturalidade de quem se apresenta à Rainha. Disse: Ludwig! Ri.

- Na Faculdade, no colégio, no voluntariado. Está me seguindo?

Afagou coceira imaginária na nuca. Não conseguia me sustentar o olhar.

- Sim – disse ele.

- Por quê?

- Que tal se disser que acho você bonita?

(Apelando para minha vaidade! Devia se envergonhar!)

- Vai comprar a branquinha do homem?

Duas notas pequenininhas trocaram de mãos e Ludwig arremessou o litro numa lixeira dois passos depois. Trocamos oficialmente de nome e telefone. Recusei a oferta de carona. Agradei ao recusar, gostou de minha cautela.




Todo namoro é um ritual. Bares na subida da São Mateus, Chopin e Beethoven no Cine-Theatro Central, caminhadas ao mirante do Morro do Imperador. E as apresentações às famílias ou melhor à minha, pois a de Ludwig está a uns oito ou nove mil quilômetros de distância. Nasceu em Hannover há quarenta anos, há quase dezenove veio para cá e não quis mais sair. Dirige a fábrica com mão suave. Apaixonado por polias e voltagens, ao voltar do trabalho esquece as máquinas, uma das coisas que me fascina nele.

Nosso primeiro beijo foi três dias depois de começarmos a namorar. E um par de semanas depois sua mão deslizou pelo meu ombro, seguiu a curva, escolheu o caminho por baixo do top verde-enjôo, parou sobre o bico e deu um par de voltinhas. Aos catorze anos eu já decidira que os sutiãs eram um trambolho desnecessário e a mão dele se aproveitou de tal decisão. Não me incomodei nem um pouquinho-quinho.

Semanas seguintes tops e microblusas também se foram revelando demais. Na verdade só uma tanguinha cor-de-rosa com duas inevitáveis estampas de coração me separavam da roupa de Eva quando ele pronunciou a palavra casamento.

Senti a pancada. Nunca pensara. Era como uma roupa cujo manequim não cabe, você não compra e não pensa sobre.

Perguntei se queria toda a verdade. Se queria casar comigo, que fosse sem zonas de sombra. Ele disse Sim. Revelei dois namoricos da pesada. Contei de uma menina de dezoito num motel com o estúpido nome de Styllus a olhar mais curiosa que excitada o falo muito duro do coleguinha de Lingüística Românica. E que essa foi a primeira de quatro com o primeiro namoradinho, e depois teve mais cinco com o segundo, cada uma revelada com detalhes de radiografia. Falei de calcinhas sendo tiradas em bancos de fuscas, de laços de calções masculinos sendo desfeitos com os dentes.

Calei. Esperei a tríade vagabunda-cadela-vadia seguida da partida-para-nunca-mais. Por um par de milênios não abriu a boca. Mas abriu. E disse:

- Na terceira transa com o primeiro namorado, afinal você chupou ou não o rapaz?

Minha vez de abrir a boca, de espanto. Num pedaço de segundo repassei tudo e lembrei que esquecera aquele detalhe. Ludwig me ouvira como um aluno de declinações do latim. Derramei o balde, verdade em excesso:

- Chupei e muito. Não era pequeno.

É agora, pensei. Tinha sido noiva por trinta e sete minutos.

A tríade não veio. A mão tremida engatou a marcha. Deixou-me em casa. Deu a volta para abrir-me a porta, cavalheiro. Eu me roía por ter feito sofrer uma pessoa a quem queria bem. Para me castigar, encarei-o. Caí o queixo. Não vi sofrimento. Não havia sofrimento.

Havia felicidade.




Pensei que a espera seria pelo restante dos séculos. Mas foram só três dias. Ludwig me ligou. Tinha uma surpresa, voz ansiosa de vestibulando devorando lista de aprovados.
A surpresa era uma caixinha. Abriu-a, duas alianças dentro. Meu lado Cinderela deu um pulo. Já nele não havia euforia, havia ansiedade como se o vestibulando agora chegasse às últimas vagas sem ver seu nome. Ele disse que agora era a vez dele ser sincero.

Começou: amava-me, queria igreja, véu, grinalda, e que eu fosse fiel.

- Serei – disse eu. – Nunca terei outro.

Engasgou, tossiu, disse que não era bem aquilo. Ou melhor, era sim, mas. O conceito dele de fidelidade era: eu sempre faria amor com ele, só com ele... e engasgou de novo, ...mas o corpo poderá ser de outro homem.

Demorei uns cinco segundos para juntar os pedaços.

- Você quer que eu faça amor com outros homens?

- Não, não. Comigo.

Relaxei.

- Mas através do corpo de outros homens.

Tensionei de novo. Detalhou: Não precisa ser na minha frente. Pode ser longe de mim, desde que me conte tudo. E não precisa ser com outro homem. Podem ser mulheres, ou casais. E quem vai fazer amor seremos nós dois. Fidelidade total. Não dê importância aos outros homens ou seja lá quem. São corpos que utilizaremos para o nosso prazer. Mas amor, só entre nós.

Popó e Maguila me acertaram juntos na cara. E Ludwig ainda tinha um segundo pedido. Ele sabia o quanto eu gostava de ensinar. Disse que eu poderia pegar algum trabalho voluntário. Mas ele ganhava o suficiente mesmo que fôssemos duzentos, quanto mais dois. Eu dedicaria meus dias às compras e ao amor. Essa seria a minha vida com ele.

Teria aplicado um tapa de mão cheia em qualquer pessoa do Planeta Terra que não ele. Naquele momento eu descobri que amava Ludwig. Saí em silêncio.




Tentei voltar à minha vida. Colégio, voluntariado, família, leitura de Drummond, planos de mestrado. Evitava olhar as fotos de formatura. Lá estava Ludwig, feliz, nós felizes, eu com a ridícula beca de babador.

Ele era uma página em minha vida que eu tentava virar mas parecia colada. Particularmente tentava virar a página da proposta. Repetia a palavra absurdo. Absurdo, absurdo. Como ele podia me fazer uma proposta absurda daquelas?

Bronzeado de surfista, músculos de astro do Big Brother, o garotão pediu meio balde de morango com chocolate na sorveteria na Rio Branco. Uns dezenove anos, por aí. Eu a duas mesas de distância, delirei. Marido permissivo, chave do Vectra na mão, eu passaria um plá, o levaria para casa, em frente à sagrada cama de casal eu faria cair esse jeans e o resto, só uma coisa se ergueria, muito rígida, e meu marido aparecendo de surpresa, pasta na mão, rindo a viver. Absurdo... era isso que Ludwig queria? O garotão saiu e no mesmo lugar veio uma loura. Jeitão de separada e era separada mesmo, ouvi-a recitar ao celular, “meu ex-marido”. Óculos escuros, pediu só sabores diet. Delirei de novo. O garotão ao lado da cama desapareceu e se transformou nela, cabelo solto, óculos jogados de lado, abrindo a blusa como stripper me revelando a inexistência de sutiã. Nós duas. E o garotão se rematerializou e abraçou a nós duas. Nós três. Engasguei do milk-shake de baunilha com adoçante.

Decidi que era fantasia e que fantasia não paga pedágio. Delirava em tudo. Em casamentos me imaginava acordando abraçada de recheio aos corpos nus da noiva e do noivo. Imaginava amigas com olhos em faíscas me convidando a uma lua-de-mel de fim de semana com o marido, ou com elas mesmas. De absurda a proposta foi passando a estranha, de estranha a incômoda, depois só meio isso.

Recebi rosas cor-de-paixão e um bilhete perfumado: “Amo-a”. Devolvi o bilhete com uma palavra rabiscada ao lado: “Também.”




Casamo-nos numa igreja de formato estranho em Juiz de Fora.

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Ludwig L. (biografia do marido)

Herr Ludwig meu marido sabe fazer uma mulher atirar  a calcinha beeem longe e afastar as coxas para ele. Já fez muitas (eu inclusive). Como troféu maior, desvirginou cinco (não fui uma delas).  Bom menino, não lembrava dessas proezas nem as considerava proezas. Fui eu que o fiz lembrar e contar cada pedaço de detalhe, se cada uma delas sangrou muito ou não, se gemeram de dor. (Hipercafajestte, eu). Eu me orgulho das proezas de meu marido. Não tenho nem um pouco de ciúmes das namoradas que teve antes de se casar comigo - e nem das que teve depois.

Ciúmes - Ludwig é isento de tal coisa. Posso namorar beijar, ir até o final com um namorado  até o outro lado e sair pelo avesso . Não é que ele seja indiferente, ele fica  feliz.  Me fez aprender outro lado: eu sempre quis transar com outros homens. Sentir o corpo deles mesmo, o cheiro, tudo físico. Amor, só entre nós.

A primeira que elederrubou foi em ainda em Berlim, menina de catorze, mesma idade dele. Clorótica lourinha, calcinha cor de rosa de babados (ele espremeu a memória a meu pedido para lembrar) que levou duzentas horas para tirar. Mas tirou. E deixou um fio vermelho-vivão tinturando a fronha e que deu trabalhão para lavar.

Foi a primeira que meu marido devorou (eu, machista?! Magina! Só or-gu-lho-sa!) . No  livro conto um episódio de Ludwig vestido de Adão, ajoelhado numa cama, diante de amiga minha, deitada  safadinha e íssima,  vestindo só um micro-brinco. E rindo para mim, piranhazinha fofa. Senti os chifres. Depois acostumei e gostei. Chifre, só tem quem não sabe. Quem sabe, vê e participa não é corna.

É isso que Ludwig acha. Peguei-o já com mais de quarenta, engenheiro e acostumado a emprestar camisas para garotas tomarem café  da manhã depois de passarem noite inesperada com ele.

Ludwig fez amor com lésbicas com virgens com viúvas recentes com casadas ccom swingers e no começo morria de medo que eu tivesse ciúmes disso. (Para ver como nos conhecemos, leia o primeiro capítulo). Depois viu que eu morria de rir disso. Se quisesse santo, iria para igreja, disse eu a ele e ele adorou. E se ele também quisesse uma freira,que fosse para um convento.
Ele queria uma mulher que não o quisesse exclusivamente, nem fosse exclusivamente dele. E eu sem o saber queria o mesmo. Certos outro para o um.

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Como me veio esse livro

Eu tinha dois amigos casados aliança-no-dedo que estavam quase a se separar. A cama era interessante como mingau de chuchu sem sal vendo propaganda partidária. Quis ajudá-los e um dia depois de uma balada acabamos transando a três. Nós duas vestíamos as calcinhas de volta quando minha amiga disse que já tinha me visto escrever (coisas aspas sérias) e que eu deveria escrever as coisas de cama-e-amor das pessoas que eu conhecia, de Ludwig e as minhas. Comecei por esse mesmo episódio, da transa com meus amigo, a que dei o nome de Um Casal e uma Mulher. Não se separaram. Foi um sucesso. Rárá!

O  segundo episódio que escrevi foi o de  como conheci Ludwig, autêntica cabeça-ponta na minha vida. Esse virou o primeiro capítulo. Ludwig disse que o livro estava muito mansinho, eu precisa me colocar inteira. Criei coragem e coloquei episódio de logo depois do casamento, em que aconteceu algo entre eu e uma linda amiga minha, radialista que tinha rompido o noivado. Com ela aprendi como pode ser gostoso uma mulher amar outra. E virou o episódio Eva e Eva.

Depois, é claro, tinhs de colocar uma proeza do maridaço, uma vez em que ele na minha frente e numa boa, cantou e transou com a mulher de um amigo, que passava o fim de semana em nossa casa no Vale do Ipê. E foi esse o episódio Morena Beleza (era uma das morenas mais lindas que já conheci).

Tem dois episódios de adolescência, Para que servem os primos, e  Breve Momento entre duas moças.  Tem gente que  acha que adolescentes são anjinhos de asas tatalantes, que só pensam no Céu e nem sabem o que é isso, e aprendem tudo no décimo de segundo em que completam dezoito anos. E têm plena razão. É isso mesmo. Eu era um anjo barroco de asinha  até completar dezoito. (e depois também! Rárá!) 

Tem uma metida entre duas moças, que eu presenciei (Melhor Aluna); tem transas entre casais de mulher e homem, que eu vi (Perdendo a Virgindade e  Adriana, a Terrível) , tem sobre uma assunto proibido, o sexo por trás e não estou falando do banco de trás do carro,  no qual presenciei uma cena linda de ver o rosto de uma jovem enquanto o namoradinho curtia a virgindade de seu lisinho bumbum, prestes a ser perdida.

Coloquei o que me pareceu interessante, e tem muito mais.  Gosto de ver pessoas felizer. E de ser, também!

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Eu e meus irmãos


Mulherzinha



Não tive muito contato com a quase-metade masculina do mundo até as cinco horas e trinta minutos de um dia dezoito de maio. Era o dia seguinte ao meu aniversário e eu ainda estufada de bolo-de-chocolate com Fanta não me acostumara que por um ano teria de dizer “Catorze” quando me perguntassem quantos anos tinha.

O mundo revirou, engoliu-se. Acordei mais que na marra e Rafa me desenrolava do lençol feito Júlio César a Cleópatra no tapete.

-    Me larga, chato – disse me agarrando ao que restava do lençol.

-    Vai com a gente. Em cinco minutos.

Nossa casa no Poço Rico seguia o caminho inverso a Roma. Esta evoluiu do Consulado para o Império. Não sei se chegamos a ter Império mas na minha adolescência estávamos em plena fase consular. O Imperador era meu pai, cargo mais nominal que imperial, o nariz a roçar nos boletins do conselho de contabilidade - seccional Minas depois da sopa. Minha mãe, a imperatriz, havia muito reduzira seus poderes a pilotar as panelas de arroz-com-couve. O poder se concentrava nas mãos do Cônsul pleno Rafael, meu irmão mais velho.

Antes meus irmãos eram sombras, cinco seres que vagamente disputavam comigo o tempo de banheiro e se empilhavam no mesmo quarto, eu no meu sozinha, privilégio de única mulher. Eu sabia que as sombras acordavam em horas escuras e faziam corridas do nada ao lugar nenhum antes da escola, corridas que eu não acompanhava, privilégio de mais nova.

E os privilégios acabaram. Os catorze anos eram uma faca que cortava a vida num antes e depois. Antes, o acordar às seis e quarenta e cinco, só a tempo de se apertar na farda e engolir o café antes da escola. O depois era outro planeta. Entendi o presente do dia anterior, um par de reebocks cor-de-rosa, uma concessão à minha feminilidade. Querendo colocar palitos nas pestanas para manter os olhos abertos enfiei os reebocks, apertei-me numa bermuda de lycra lilás.

Meia dúzia de minutos depois cinco rapazinhos corriam pela Osório de Almeida ladeando o posto de gasolina, com uma meio-menina a se dormir-correr umas duas dezenas de passos depois, cidade ainda com friozinho de madrugada.

-    É a última, é uma mulherzinha, hahá! Mulherzinha!

-    Eu SOU uma mulher, bobões – gritei, e naquele momento soube que era uma.

Dia seguinte, coisa mesma, dias seguintes, o mesmo, Mens sana in corpore... como diz o ditado boboca. Cansei dos vinte ou mais metros sempre atrás e creio que cansei numa madrugada em que decidi que era impossível dormir e correr ao mesmo tempo. Então corri. Meus irmãos esfregaram os olhos: a mulherzinha encostava, dez metros atrás, sete, dois, dois na frente do último, passando do terceiro, chegando em segundo.

Virou padrão. Eles tinham mais explosão, eu tinha mais resistência, eles tinham mais músculo, eu era mais leve. Ao fazer a curva final no cemitério eu era a primeira, quase sempre a segunda, superada apenas pelo terceiro irmão que também tinha perna para a corrida. Esquentavam as canelas mas não tinha jeito, na porta da casa estava eu a fazer gozação e me desviar dos piparotes.

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Viagem ao meu quintal (relato que nunca será terminado)


Eu dou as boas-vindas a você que escolheu me acompanhar em minhas viagens de prazer-e-amor, e fiz muitas. Fiz sorrisos dizendo giz para o fotógrafo na frente de uma placa “Ponte Internacional – Arroio Chuí” e beijei com os tornozelos na agüinha morna do Oiapoque, a Guiana Francesa do outro lado. A primeira viagem porém não gastou mais que trinta passos, e foi talvez a mais funda. É a que você acompanha agora. Dê-me o braço, vamos juntos.

Drummond tem um poema chamado “Infância” no qual diz que o pai montava a cavalo, ia para o campo, a mãe ficava cosendo, a preta fazia o café, o irmão mais novo dormia. Lindo, muito lindo. Tremo os lábios. Minha história, bem, é linda também. Não tão poética, receio. Para começar éramos seis, o que parece o título de um famoso romance. Mas não seis de família, éramos seis irmãos. E se não fosse por mim, o “irmãos” seria literal. Eram cinco homens e eu, caçula e mulher.

Não tão poético. Meu pai ia para o escritoriozinho de contabilidade na avenida Rio Branco, a cidade era a Rio Branco e pouco mais. Minha mãe vigiava panelas e de noite dava aulas na escolinha do estado. Meus irmãos estudavam. E passavam longas, longuíssimas horas no banheiro. Meus pais eram tradicionais mas não tanto. Papai enterrava a cara na página de classificados, mamãe suspirava quando eu por um triz reclamava daquela fieira de machos ocupando o único banheiro da casa. Fazia cara de é-a-vida e não dizia nada.

O que eles faziam fora dali eu sabia, era a campeã da xeretagem. Rafael era o mais velho, o Rafa. É comum em recordações de caçulas o mais velho ser um bonitão, príncipe. Não era o caso. Rafa era alto, é certo, e pouco mais. Não sabia onde meter tanto braço, tanto excesso de perna.

Fizemos gozação em uníssono quando apareceu com a primeira namoradinha. Eu particularmente fiz. Ela estudava num colégio na avenida Independência. Glorinha, Maria da Glória, economizava palavras como se essas custassem dólares, lábios de muita carne sempre com o mesmo batonzinho leve-carmim, os vestidos unicores e terminando plissados na saia. Eu implicava com tudo, desde as roupas parecidas até a timidez da garota. Encaixavam-se numa ponta de sofá para assistir o Viva o Gordo e eu fazia ataques de beliscões, tática de guerrilha, atacava e me escondia atrás da geladeira, mamãe a me mandar parar com isso e a menina a sorrir com vontade de devolver com juros cada beliscada. E eu parava, durante dois minutos. Aí fazia de novo.

 Nossa casa era velha e o terreno grande, atravessava o quarteirão quase dando com as costas no Paraibuna. Quintal comum, restos de madeira, mato, peças abandonadas de carro. Era o meu reino. Não havia tábuas velhas, e sim cidades muradas. Não mato, mas bosques de árvores com casinhas onde moravam princesas que não sabiam que eram. Não chassis ou arruelas, mas engenhos de cana e trigo.

 E como todo reino, tinha um castelo. Claro, as outras pessoas o viam de forma completamente errada. Para elas, era um quartinho de despejos, rico apenas em poeira e restos de solvente e vassouras. Para mim era a Corte. Aias, mucamas, duques barbudos e bobos-da-corte piadistas povoavam as vidraças e ameias, e tramavam casamentos e saracoteavam em valsas.

 Tão feliz era na minha Corte que muitas vezes não dava para esperar um baile marcado para o dia seguinte. Dez, dez e meia da noite, eu sem sono punha um pé para o lado de fora da janela, com cuidado punha o outro, pulo de meio metro e estava no quintal. Atravessava os bosques, com cuidado com os dragões passava ao lado das aldeias dos felizes camponeses e logo o castelo se iluminava de velas, e os casais de duques, marqueses e reis de reinos vizinhos eram anunciados por um pajem no portão de ouro.

 Uma noite daquelas eu estava no castelo. O rei de Riolândia queria casar sua linda filha com o Imperador de Arvoristão e logo quando ele fazia o pedido eu ouvi um barulho fora. Podiam ser invasores bárbaros a tentar impedir o casamento, mas não. Eram dois, eram duas sombras, eram meu irmão e sua boba namoradinha, agachados, mão-dada, olhando para os cinco lados. Parecia que eles é que fugiam de bárbaros.

 Dei pulo, a Corte toda se escondeu, eu me enrolei em sedas finas ou num pedaço de lona que meu pai amontoava desde o princípio da eternidade num canto. Pequenininha e contraída como gata-com-frio, apenas meus olhos acharam um buraco entre a lona.

 Por esse buraco vi os fugitivos chegarem. (Logo os classifiquei fugitivos). Continuavam espichando pescoços, olhando lados. Arfavam como corredores das olimpíadas na TV. Congelei, se me pegassem ali era palmada certa. Eu estava de camisola e todo o Universo achava que eu dormia.

 Pouco via, era penumbra. Pouco mais que os lábios grossos da Glorinha, a mão de Rafa que tremia um pouquinho ao segurar na dela. Demorou uns dois séculos para eles pararem de respirar alto e espiar pela porta, mas pararam. A garota me pareceu indecisa se sorria ou não, mas sorriu, meio, depois inteiro. Meu irmão também. E se grudaram num abraço, que achei que durou não dois, mas três séculos.

Desgrudaram, mas não muito. Glorinha roçou o rosto no rosto e a boca pareceu procurar a boca de meu irmão. Mas não era só. Um pedaço da pele bronzeada da menina apareceu enquanto a mão de meu irmão levantava a lateral da blusinha rosa.

  

 

Sempre tive boa memória mas não tem jeito, aí me deu amnésia. Não lembro de nada do que meu irmão e sua namoradinha fizeram depois. Jogaram dominó, creio. Ou discutiram as implicações da situação do Oriente Médio na conjuntura monetária que o país atravessava. Não, creio que jogaram dominó. Não lembro quem ganhou.

 

 

Lembro da Glorinha abotoando a última casa de cima da blusa rosa, que se abrira talvez durante o jogo. Meu irmão fez que penteava os cabelos com os dedos e deram uma última olhada em volta, de novo invasores bárbaros com medo do inimigo. Quanto a mim, contei até cento e dez pois minha matemática então só chegava até ali. Deixei a Corte, atravessei o bosque e meia dúzia de minutos depois dormia no melhor estilo pedra, estilo que cultivo até hoje. Não tive e nunca tive pesadelos, exceto quando mocinha fui assistir a um daqueles horríveis filmes do Freddie Krueger, mas aí é outra história.

 Troco e-mails com meu irmão, técnico em Sampa. De vez em quando numa esquina do Centro encontro Glorinha, assistente social e um casal de filhos de um funcionário do INSS. Dizermos Oi uma à outra, mas creio que para ela eu ainda sou aquela menina beliscadeira no sofá em frente à TV. No que talvez tenha razão.

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Ver outras pessoas fazendo amor


Sempre tive cara de boazinha. Isso me deu vantagem. Depois de casada, as pessoas gostavam de fazer amor na minha frente. Sabiam que eu seria respeitosa, incentivaria e ficaria calada depois. Essa discrição me fez fazer amigos, ver  casais lindos a fazer mamãe-e-papai, coqueirinho, ataque-da-gata, anal, chpação, engolir leitinho, lamber e beijar fendas de mulher. E gerou vários dos quinze capítulos do livro! beijos!

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Como é transar com outro (I)

 Uma dúzia ou pouco mais de amigas já me perguntou como é a sensação de amar fisicamente outro homem, sendo casada.

 Eu respondo, Gente, é tão natural e tão estranho quanto pegar um ônibus ou passar num caixa de supermercado. São coisas complexas e surrealistas, apenas a gente se acostumou.

O primeiro cara com quem transei na frente do meu marido pareceu uma declaração da Terceira Guerra.

 Hoje é tão simples. Prefiro meninos jovens, entre seus dezenove e vinte e um. Menos que isso é menor de idade, nem pensar. Mais que isso eles já se acham muito espertos, acham que têm algum direito, etc.

 Prefiro rapazes de bom nível social, que sejam um tanto tímidos, que nunca tenham tido namorada, ou só uma ou pouquinhas. (Estou dando o tipo ideal, tá?  Nem sempre isso acontece).

 Quanto ao tamanho da bem... ferramenta principal de trabalho, sem ser politicamente correta, não é o mais importante. Até por que é mais difícil que se pensa saber antes o tamanho, ainda mais o tamanho que interessa, da hora do vamos-ver. O importante é que funcione!

 Já me perguntaram, e tem problemas de funcionamento, em meninos tão jovens? Bem, são jovens são, mas as pessoas desconfiam demais. Não dá pra imaginar o trabalho que Ludwig tem para convencer um rapazinho de que: ele vai transar com uma mulher de seus trinta que (oh vaidade!) manteve-se nos trilhos e engordou exatamente um quilo desde os quinze anos; vai esfregar o falo nas coxas dela, chupar os seios dela, apertar o bumbum dela; ela vai lhe chupar os bicos com força; vai sentir o gozo dela; vai gozar sobre a barriga dela; tudo sem perigo nenhum; com consentimento do marido; não vai pagar nem mesmo a conta do motel. E tem cara que para fazer isso paga profissionais ou trai maridos com risco de levar tiro.

 Ou seja, tudo o que um homem sonha. E eles duvidam. Às vezes o rapaz já está dentro de mim quando se convence que é sério, ele ganhou a sorte grande. Aí se solta. Aí é o paraíso.

(continua)

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Como é transar com outro (II)

 

Tudo bem, meu marido teve todo o trabalho de arranjar um rapaz na igreja (! – surpresos?) ou clube, passou-lhe toda a conversa, não, não somos membros de alguma máfia internacional do narcotráfico – a única droga que entra em nossa casa são os programas de TV, que para esses só desligando; não, não extraímos rins para venda ilegal no Primeiro Mundo - ele não tem o menor perigo de amanhecer anestesiado numa banheira com gelo. Somos exatamente o que dizemos ser: um casal que gosta que a banda feminina deste casal ame outros homens. Ame, e estes depois caiam fora, ficando com a recordação do prazer.

 Tudo bem, o rapaz topou. Sexta ou sábado à noite. A noite começa com Ludwig. Ele recebe o rapaz, acalma-o (às vezes é preciso), e manda o cara para o banho. Daí eu não participo. E – detalhe importante – Ludwig diz que ao sair, enxugue-se (claro!) mas venha sem nada. Vestido só de amor. E sem chinelas, pelamordeDeus! Nada mais brochante que homem pelado de chinela.

 O garoto sai e surpresa, Ludwig já o espera vestido de Adão também. Aí tem uns que encucam, acham que vai rolar homem-homem, aí o pobre Ludwig tem de catequizar de novo, é que quem está na chuva é para se molhar e ninguém ali é santo, etc.

 Nisso eu me apronto no quarto. Gosto de me vestir vulgar. Não submissa – nada de fantasias de house-maid ou enfermeira, pelamor, mas vulgar. Breguíssimas tanguinhas de sex-shop, em forma de coração com pompons nas bordas, o sutiã com aberturas nos bicos. Ou tanguinhas menores ainda do tipo especial-para-garotas-de-programa, com aquela rachadura dá para adivinhar aonde.

 Aí eu entro. Cena linda como a vida: dois machos pelados, Ludwig já acostumado, em completo riste no esplendor dos dezoito centímetros e o garoto geralmente ainda nervosildo, a literalmente meio-pau. Minha filosofia é, tem de acontecer logo, senão brocha tudo. E entro rasgando, digo Oiiiiiiiii, tudo bem?!  Dou-lhes beijoquinhas plec-plec no rosto e minha mão em tubo já agarra aquele lugar que já adivinharam e dá um par de bombadas. Adoro ver o os olhos de susto do menino. Mais ainda quando eu agarro uma das mãos dele e ponho num dos seios e agarro a outra e boto vocês sabem em qual pedaço de mim.

 Nesse momento meu marido diz que vai nos deixar livres para fazemos amizade.

 E segue-se uma relação sexual entre a senhora Ana Beatriz S., mineira, casada, professora, eleitora da circunscrição de Juiz de Fora, com o senhor João Carlos ou Roberto ou Felipe ou Gabriel, geralmente mineiro mas podendo ser carioca ou de qualquer outra procedência, seguindo-se os gemidos e suspiros usuais em atos de semelhante natureza, com o referido senhor esforçando-se por enterrar mais e mais o falo dentro do buraco da referida senhora vulgarmente conhecido como boceta ou xoxota, esmerando-se ambos em sentir muito prazer durante este ato.

 Depois, banho tomado, eu já muito ensabonetada e cheirosa, Ludwig já pronto para conduzir o rapaz para fora, dou-lhe outros beijinhos plec-plec no rosto e digo que ele é muito gostoso. E tchau. Cinco minutos depois, o garoto é só um passado gostoso.

 Simples assim.

 Beijos e beijos,

Beatriz

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Como é transar com outro (III)

Bernardo era um garoto de dezenove anos de idade e instrumento bem grosso. Meu marido comprovou a grossura do menino no vestiário masculino do AABB de Juiz de Fora, onde os homens ficam todos pelados, e eu fiquei maluca. Queria porque queria aquela com o devido respeito tora encravada entre minhas delicadas pernoquinhas, e enchia o pobre Ludwig para ele dar um jeito. Fácil não foi. Bernardo era tímido, um tanto incomum como seu nome. Ludwig teve de fazer trabalho de catequização, conquistar amizade, etc. e outras bobagens necessárias.

 E chegou o dia grande. Bernardo em nossa casa, cheirando a rosas e recém-banho, sem nada da cintura para cima exceto uma enorme aranha de pelos negros que grudava úmida em seu peito, e da cintura para baixo só um jeans, sem nada por baixo. A cama enorme, Ludwig de lado preparando-se para assim que o rapaz entrasse em ação, ele forçar também sua calça para baixo, liberar os seus dezessete centímetros e se amar solitariamente com o espetáculo.

 Fui vulgar. (Adoro ser vulgar nesses momentos). Puxei para o lado a tanguinha de sex-shop mostrando aquilo tudo preto que havia por trás. Perguntei se Bernardo gostava daquilo, ele fez balbucio de bebê que sim. Perguntei mais alto. O sutiã tinha uns furos bobocas para os bicos de meus seios, mas na emoção esqueci e os puxei para o lado perguntando se ele gostava daquilo mesmo, se ele não gostava era de ma-cho! Rárá!

.Talvez pelo desafio, o cara quis mostrar mesmo que era um machinho. Não se passaram nem cento e vinte segundos e já estávamos na pose classicíssima, eu deitada de costas, Bernardo por cima quase sem nos tocar, ele se apoiando com as mãos na cama, eu podendo verificar que os pelos negros da aranha de seu peito tinham uma projeção para baixo onde emendavam com os pelos negros dos quais surgia um poste, horizontal, recurvo, muito muito duro, brilhante da plastificação de jontex, que desaparecia em meio a pelos um pouco mais claros, esses os meus. Cada estocada do menino e meus olhos teimavam em querer revirar e minha boca a querer dizer bobagens entre as quais as expressões Vai quero mais fundo e Parece uma barra de ferro não eram estranhas. A mão de Ludwig a três metros dali vestido apenas de amor voava no seu instrumento, já prestes a virar gêiser a estourar.

- Estou prestes a gozar.

.Foi difícil. Difícil não cair na gargalhada quando Bernardo disse isso. Dizer essa frase toda formal num momento daqueeeeeles! Quase tive de tapar minha boca. Se eu gargalhasse estragaria tudo. Bravamente não estraguei. O rapazinho esguichou um mel muito grosso. O gozo de Ludwig pegou até em minha coxa. Quanto a mim. depois do terceiro momento de ver estrelinha deixei de contar.

.Metade de hora depois, de banho tomado e roupinhas todas coladas ao corpo, o canto dos pneus do rádio-táxi a se afastar fizeram de Bernardo apenas mais uma lembrança em nossa vida de casal diferente.

.Beijos e muitos beijos,

Beatriz

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beijos e beijos, Beatriz

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